Geral

Geral - 27/10/2021

Governo autoriza terceirização do INSS

TEXTO: +A -A

Primeiro a falta de concurso público, depois o sucateamento das agências e, em seguida, o anúncio de terceirização de serviços no INSS – plano completo de desmonte. O debate sobre o temor da precarização de atividades públicas, por meio da terceirização, sempre gerou pautas polêmicas, porém, todas descartadas pelos governos. Não há discussão, está óbvio o interesse em acabarem os serviços públicos.

Nunca foi tarefa fácil para governos convencerem servidores concursados, por isso atropelam como se fossem donos do mundo. É preciso reagir a tantas ofensivas, a população merece respeito, bem como o servidor público e suas entidades representativas, que são ignoradas. Não houve negociação, apenas a publicação da Portaria de nº 315, de 25 de outubro de 2021, informando sobre a contratação de empresas para atividades de assistente administrativo na área meio e atendente operacional.

Governos, ministros, gestores e secretários fingem estar preocupados com a demora no atendimento quando são localizados por holofotes, todavia, nunca resolvem o déficit de 23 mil servidores e, nem mesmo as questões tecnológicas obsoletas de equipamentos utilizados por servidores. Estaria aqui a razão da crescente fila virtual? Será mais um plano perverso que visa liquidar o serviço público?

De nada adiantou o presidente da autarquia acordar com o Ministério Público Federal (MPF) possíveis soluções para reduzir a fila virtual. Não há recurso viável quando a essência do problema é falta de pessoal. O gestor apenas quis mostrar-se sensível ao caso desumano provocado pelo governo federal. Demostrar interesse em resolver calamidades não é a mesma coisa que deliberar por ações inteligentes.

O governo federal nunca esteve preocupado com os milhões de brasileiros assistidos pela Previdência Social. Pouco importa para ele a segurança de dados de trabalhadores que investem alto por uma aposentadoria. O governo se preocupa somente com interesses particulares do capital e de transformar estatais em grandes cabides de emprego.