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Geral - 01/05/2018
O que de fato devemos comemorar neste 1º de Maio?

O que de fato devemos comemorar neste 1º de Maio?

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O 1º de maio entrou para a história por ter sido a data da primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, uma grandiosa greve geral acontecida nos Estados Unidos em 1886 que visibilizou a força dos trabalhadores e sua importância para o sistema de produção. Foi uma data historicamente construída com o suor e o sangue de muitos que saíram nas ruas, afrontando o sistema por melhores condições de vida e trabalho.

Assim,  esta data alude uma tomada de consciência coletiva que colaborou na organização dos movimentos proletários em vários cantos do mundo. O feriado muito utilizado para o descanso também deve ser lembrando como sinônimo de resistência, organização coletiva, luta e força da classe trabalhadora.

O que de fato devemos comemorar neste 1º de Maio? O fim da CLT ou o retorno da escravidão? Em tempos de reforma trabalhista e ampliação da terceirização, onde grande parte dos direitos conquisatadoa historicamente estão sendo flexibilizados e/ou usurpados pelo projeto neoliberal que privilegia o capital financeiro, vc já parou para pensar qual o valor de seu trabalho? Qual a importância da atividade que você exerce para a instituição em que trabalha? Por que seus direitos estão sendo reduzidos? Que o seu trabalho corre riscos de deixar de existir?

Pensar nos porquês da existência de um feriado em plena terça-feira, também, é uma forma de tomar consciência de nossa importância frente aos processos produtivos, de nossa potencialidade frente às transformações sociais.

Uma vida digna é o sonho de todo brasileiro, mas esse desejo está cada vez mais distante de ser realizado. Com essa nefasta reforma Os trabalhadores estão esquecidos e jogados em locais insalubres sem qualquer fiscalização e com garantias mínimas. A precariedade no mercado de trabalho sempre foi um desejo do empresariado que nunca aceitou a CLT estruturada na década de 40.

Devemos resistir nesta data, não podemos aceitar como normal que o negociado seja colocado acima do legislado, que a ganância impere sobre direitos pertencentes a humanidade! Como acolher satisfatoriamente pontos relacionados ao trabalho intermitente, gestantes e lactantes em locais insalubres, além de regras que impõe jornadas exaustivas? Estamos diante de trabalhadores massacrados que moram em locais inapropriados, sem assistência médica, segurança, lazer e outros direitos fundamentais.

Como diz a nossa constituição “todo poder emana do povo”, portanto, nos cabe crer e viver essa frase. Romper os muros da passividade e não permitir que nossos direitos desçam pelo ralo. A história nos cobra atitude! Somos fortes juntos e mobilizados!

Feliz dia do trabalhador!