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Geral - 06/08/2019
Sindicatos lutam pela permanência da Previdência Solidária

Sindicatos lutam pela permanência da Previdência Solidária

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Terça-feira, 6 de agosto de 2019, data de retorno para as atividades legislativas em Brasília, e momento de incerteza para aqueles que um dia pretendem se aposentar. O presidente da Câmara Federal, que até outro dia trocava farpas com o governo Bolsonaro, passou a ser o melhor aliado. Rodrigo Maia, ainda durante o recesso parlamentar, transmitia aos comunicadores que a reforma da Previdência seria prioridade na primeira semana de trabalho.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as principais regras de aposentadoria deve ter o apoio de no mínimo 308 deputados federais, vale ressaltar que na primeira votação teve 379 contra 131. Com isso, afim pressionar os 513 parlamentares que embarcavam nesta manhã, as centrais sindicais convocaram um ato político nos principais aeroportos do Brasil. O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sinprece) esteve no aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.

Maia prevê a finalização do processo até a próxima quinta-feira (8), uma análise rápida como um truque de mágica. Uma magia que certamente mudará os rumos da nação, colocando muitos brasileiros a margem da vulnerabilidade social. Nessa fase de votação em segundo turno, as agremiações políticas podem apresentar apenas destaques supressivos, mudando ou excluindo algum trecho do texto aprovado em primeiro turno.

Caso não tenha mudança no placar, sendo a maioria favorável à PEC 06/2019, a pauta seguirá para apreciação dos senadores. Até lá, muitos protestos ocorrerão, sendo primeiro realizado em 13 de agosto, “Greve Nacional da Educação”, pois o atual mandatário já cortou mais de R$ 6 Bilhões do ensino público. Contudo, por ser uma data já trabalhada, a Central Sindical e Popular (CSP) Conlutas cogita a efetivação de uma GREVE GERAL mesmo momento.