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Notícias - 24/05/2007
23 de Maio: Manifestantes fecham rodovias em vários estados

23 de Maio: Manifestantes fecham rodovias em vários estados

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Durante a Jornada Nacional de Luta Unificada, organizações populares bloqueiam rodovias na Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Do Brasil de Fato

Como parte das mobilizações da jornada unificada de luta de 23 de maio, os movimentos sociais participam nesta quarta-feira (23) de bloqueios de estradas em nove Estados: Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. A maior parte das rodovias já foi liberada.

Nordeste/Centro-Oeste

Em Pernambuco, mais de 2.000 sem-terra protestam, em doze rodovias federais , por mudanças na política econômica, contra as reformas neoliberais da legislação trabalhista e previdenciária e em defesa de uma reforma agrária que combata o latifúndio. Essa ação, que tem como objetivo o bloqueio da produção e do fluxo de capital segundo o movimento, pretende fazer frente ao avanço das empresas sobre os direitos sociais dos trabalhadores. As manifestações denunciam também a falta de políticas públicas universais dentro do modelo econômico vigente. No período da tarde, os movimentos do campo e da cidade se unem em um grande ato em Recife.

Já em Sergipe, 5 mil camponeses fecharam três rodovias: a BR-101 (a 85 km da capital) e duas estradas estaduais. “A jornada é resultado da articulação das entidades da classe trabalhadora para denunciar o modelo econômico do governo, que aprofunda as desigualdades, a concentração de riqueza e a pobreza”, afirma o integrante da direção nacional do MST, Gileno Damasceno Silva.

Em Aracaju, os movimentos sociais, as entidades sindicais, ligados à Conlutas e CUT, e estudantes farão um ato no período da tarde. “A articulação das organizações em Sergipe tem sido bastante interessante para aprofundar a reflexão e integração, apontando para manifestações conjuntas no 2º semestre”, acredita o dirigente.

Na Paraíba, os trabalhadores fecharam a BR 412 (município de Monteiro, região do Cariri); três pontos da BR 230, no município de Condado, na altura do município de Campina Grande e em João Pessoa; mais uma estrada na região de Catingueira e no município de Alagoinha (leia mais sobre protestos na Paraíba).

No interior de Mato Grosso, o MST fechou duas rodovias, a BR-070 em Cáceres, e a MT-010, em Nortelândia. Na capital Cuiabá, estudantes protestaram contra o reajuste das tarifas de ônibus (leia mais).

Sul/Sudeste

Em Caxias do Sul (RS), diversas categorias bloquearam temporariamente a BR 116 e a RS 122 (leia mais aqui sobre as ações no Rio Grande do Sul). No Rio de Janeiro (RJ), o MST fechou três rodovias federais no interior do Estado, na manhã desta quarta-feira (23). Os trancamentos aconteceram a partir de 9h30 em Barra do Piraí, Cardoso Moreira (região sul) e Campos dos Goytacazes (norte fluminense) em protesto contra a política econômica do governo Lula e contra as reformas.

Já em Minas Gerais, as organizações sociais bloquearam a rodovia Fernão Dias (BR 381), que liga Belo Horizonte a São Paulo, próximo à cidade de Três Corações. Além disso, trabalhadores mineiros da Vale do Rio Doce e da CNS paralisaram suas atividades por duas horas nesta manhã (leia mais sobre os protestos em Minas Gerais).

No Espírito Santo, a BR 101 foi bloqueada no município de Itapemirim. Na região metropolitana de Vila Velha, os movimentos sociais realizam um ato contra a política econômica, o pagamento da dívida pública, em defesa do direito de greve e contra a criminalização dos movimentos sociais.

São Paulo

No Estado paulista, houve mobilizações em quatro grandes regiões nesta manhã de quarta-feira, 23. Rodovias foram bloqueadas em Campinas e em Santos . No Vale do Paraíba, trabalhadores da GM, Phillips, Embraer e Petrobras fazem paralisação e em Mauá, na Grande São Paulo, houve panfletagem em fábricas pela manhã.

Na capital, a CUT e a CGT fizeram um ato na Avenida Paulista que reuniu 2 mil pessoas, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). As bandeiras principais deste ato foram o apoio ao veto presidencial da Emenda 3.

Em Campinas, os trabalhadores do campo e da cidade interromperam as rodovias Campinas-Monte Mor e Campinas-Paulínia pela manhã. Logo depois, fecharam um trecho da rodovia Anhanguera, no km 330. As fábricas da Honda, Replan e Toyota estão paralisadas e os metalúrgicos integraram os protestos. No centro da cidade, os estudantes fazem um ato. Participam da mobilização o MST, o Sindicato dos Metalúrgicos, estudantes e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

No Vale do Paraíba, GM, Phillips e Embraer pararam pela manhã. Todos os setores da Petrobrás permanecem paralisados. Os trabalhadores estão neste momento na via Dutra, altura do km 137, interrompendo um lado da rodovia.

(Com informações de agências)