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Notícias - 10/02/2020
Nota de repúdio a declaração do Ministro Paulo Guedes

Nota de repúdio a declaração do Ministro Paulo Guedes

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O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sinprece) repudia a agressão feita pelo ministro Paulo Guedes na última sexta feira quando comparou servidores públicos a parasitas. Em defesa, o Sinprece ressalta que todos os servidores públicos, sejam estes lotados no cenário municipal, estadual, distrital ou Federal exercem atividades essenciais para a sociedade civil, bem como para o bom gerenciamento burocrático do Estado, personificando o atuar do poder público na vida da população, propiciando o acesso às escolas, unidades de saúde, transporte, justiça, previdência pública, dentre outros.

Tal agressão expõe de forma clara a intenção de fragilizar a imagem do servidor perante a população, incitando o ódio a essa classe de trabalhadores que dignamente e por mérito pessoal ocupa um espaço essencial na organização do Estado, tendo proteção constitucional nao para criar privilégios, pelo contrário, mas para combater a corrupção, o apadrinhamento político e os antigos cabides de emprego gerenciados pela classe política. A quem interessa esta ação arquitetada por muitos dos que já estiveram e que atualmente estão no primeiro escalão do governo? Nunca foi tão atraente depreciar a imagem do servidor público, sobretudo, na gestão Bolsonaro. São tantas as relevâncias de um bom trabalho praticado por servidores e mesmo assim há anos são estes maltratados por gestores que ocupam cargos de confiança e que desmerecem o atuar do Estado, sobretudo as políticas públicas voltadas para as classes menos favorecidas.

São ações indevidas que tentam mascarar a má gestão das instituições públicas que sobrevivem ao sucateamento provocado por todos os governos do passado e também do atual mandatário graças a força e ao empenho do servidor público.

A diretoria colegiada do Sinprece, sindicato representativo dos servidores do INSS, Trabalho e Saúde rechaça com repulsa tal comparação proferida pelo ministro e exige punição, já que os servidores públicos são protegidos, como todo e qualquer cidadão, pelo Art. 186 do Código Civil – Lei 10406/02.