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Geral - 20/02/2018
Sinprece contra a Reforma da Previdência

Sinprece contra a Reforma da Previdência

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Manhã de céu nublado em Fortaleza, dia propenso para mais uma manifestação contra a reforma da Previdência. Sem sol escaldante, o cenário prometia adesão em massa no “Dia Nacional de Paralisação”. E o tempo favoreceu mesmo! Cerca de 20 mil trabalhadores foram às ruas em defesa da aposentadoria, nessa segunda-feira (19). Entre os manifestantes, estavam os servidores e diretores do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sinprece).

 

Todos com uma blusa padronizada que trazia a mensagem: “Diga não a Reforma da Previdência. Esse Rombo é um Roubo, e quem paga a conta é você!”. O protesto seguiu pelas principais ruas do Centro de Fortaleza, com parada em frente à sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Rua Pedro Pereira, onde os servidores da casa desceram para recepcionar os manifestantes. A ação foi encerrada na Praça do Ferreira.

 

A música da escola de samba Paraíso do Tuiuti, grupo carnavalesco do Rio de Janeiro que apresentou um enredo sobre o retrocesso no Brasil com a perda dos direitos trabalhistas, abriu a caminhada e todos acompanhavam a letra.    Simbolicamente os sindicalistas improvisaram um ‘vampiro neoliberalista’, que semelhante ao que se apresentou na escola vice-campeã no Rio de Janeiro. Só que desta vez, o protagonista veio com a faixa presidencial na fantasia. Os dirigentes sindicais aproveitaram para fazer uma critica sobre a censura sofrida pela escola Paraíso do Tuiuti no sábado (17), quando o ator principal do carro alegórico, que figurava a imagem de Michel Temer desfilou sem a faixa presidencial. O ato em Fortaleza, segundo os organizadores, foi um ensaio para a GREVE GERAL, marcada para o dia 28, data prevista para a votação da PEC 287.

 

No interior do Estado também houve manifestação. Na região do Cariri cearense, os manifestantes fecharam a Avenida Padre Cícero, principal via entre os municípios de Juazeiro do Norte e Crato. O bloqueio durou quase três horas e a passagem dos veículos só foi liberada com a chegada da PM, que segundo os manifestantes, agiu com muita truculência. Por lá, uma agricultora ficou ferida durante o tumulto.

 

Aos meios de Comunicação, diretores expuseram detalhes dos males que serão ocasionados caso a reforma da Previdência seja aprovada.