A obrigatoriedade de impor trabalho aos finais de semana para “compensar” a paralisação dos sistemas do INSS volta a expor a lógica perversa de um governo que insiste em transferir aos trabalhadores o peso de falhas estruturais da própria gestão. Diante da manutenção programada dos sistemas, prevista para o fim de janeiro, surgem novamente relatos de pressões sobre servidores para cumprir jornadas extraordinárias fora do horário regular, prática que afronta direitos e ignora os limites legais da administração pública. É fundamental esclarecer que o fechamento das agendas e a falta de atendimento ao público nesse período não são responsabilidade dos servidores, mas consequência direta de decisões e falhas da gestão governamental.
Atento a esse cenário, o Sinprece informa que sua assessoria jurídica está acompanhando o caso de forma permanente, adotando todas as providências necessárias para garantir que nenhum servidor seja penalizado por problemas técnicos que não foram causados pela categoria. O sindicato reforça que não existe respaldo legal para exigir compensações em sábados e domingos em razão de indisponibilidade dos sistemas.
A tentativa de empurrar para os servidores a responsabilidade pelo sucateamento tecnológico do INSS evidencia uma política de exploração do trabalho, que aprofunda a sobrecarga, favorece o adoecimento e normaliza a retirada de direitos. Em vez de investir em estrutura, pessoal e planejamento, o governo opta por medidas autoritárias, que fragilizam ainda mais quem sustenta o funcionamento do serviço público.
O Sinprece reafirma que os trabalhadores não podem pagar pela ineficiência da gestão e seguirá vigilante, ao lado de sua assessoria jurídica, para barrar qualquer iniciativa ilegal ou abusiva. O sindicato não aceitará que servidores sejam punidos, coagidos ou responsabilizados por falhas sistêmicas, e manterá a categoria informada sobre os desdobramentos, reforçando a defesa intransigente dos direitos e da dignidade no serviço público.
























