Na tarde dessa terça-feira (20), os servidores do INSS no Ceará deliberaram pela continuidade da greve após rejeitarem a proposta do governo. A decisão foi tomada em uma assembleia híbrida, realizada no Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sinprece) e pelo Google Meet. A categoria destacou que a proposta não atende às principais pautas dos servidores, estabelecidas no Termo de Acordo de Greve de 2022, e que a mesa de negociação da greve não foi instalada pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI).
O tratamento indiferente do governo em relação ao movimento grevista, que inclui a judicialização e o corte de ponto dos servidores, tem gerado revolta. Em alguns casos, os descontos salariais têm se aproximado de 80%, o que coloca em risco a sobrevivência de muitos trabalhadores. Essa postura política, em vez de enfraquecer a paralisação, acabou por impulsionar ainda mais a atividade paredista, que se mantém firme em suas demandas.
A continuidade da greve reflete a insatisfação dos servidores com a falta de avanço nas negociações e o impacto severo das medidas punitivas adotadas pelo governo, principalmente após o recente discurso do Presidente da República, afirmando que ninguém seria repreendido. A categoria segue forte, exigindo que suas pautas sejam atendidas de forma justa e que o diálogo seja priorizado, sem que os servidores tenham que arcar com consequências tão drásticas em sua remuneração e sustento.

