Nos 25 anos transcorridos desde que se declarou o primeiro caso de Aids, esta doença mudou o mundo: provocou a morte de 25 milhões de pessoas e infectou a outras 40 milhões, e se transformou na principal causa de morte tanto de homens como de mulheres entre 15 e 59 anos de idade. A Aids ocasionou o maior retrocesso na história do desenvolvimento humano. Em outras palavras, passou a ser o maior o alvo que mais se almeja a nossa geração.
Da ADITAL – Por Kofi A. Annan
Durante demasiado tempo, o mundo se negou a reconhecer a situação, mas nos últimos 10 anos a atitude mudou. O mundo começou a assumir a luta contra a Aids com toda a seriedade que merece.
Hoje como nunca, grandes quantidades de recursos financeiros estão sendo destinadas a esta luta, os doentes têm mais acesso ao tratamento anti-retroviral e vários países conseguiram conter a propagação da enfermidade. Contudo, o número de infecções não tem diminuído e por isso temos que mobilizar mais do que nunca a vontade política.
Há dez anos, o estabelecimento do Programa conjunto das Nações Unidas sobre o vírus da imunodeficiência humana e a síndrome da imunodeficiência adquirida (Onusida) permitiu unir os esforços e recursos de diversas partes integrantes do sistema das Nações Unidas, e foi um marco que transformou a reação à Aids no mundo inteiro. Há cinco anos, todos os Estados Membros das Nações Unidas conseguiram um novo feito ao aprovar a Declaração de compromisso, que estabelece uma série de metas concretas, de amplo alcance e com prazos fixos, para combater a epidemia.
Esse mesmo ano, tendo decidido colocar o HIV/Aids em lugar de prioridade em meu trabalho como Secretário Geral, fiz um apelo para que se criasse um fundo de reserva de outros 7.000 a 10.000 milhões de dólares anuais. Hoje é para mim um grande orgulho ser patrocinador o Fundo Mundial de Luta conta A Aids, a Tuberculose e a Malária, mediante o qual foi distribuído quase 3.000 milhões de dólares a distintos programas em todo o mundo. Ultimamente temos recebido uma grande quantidade de financiamento adicional dos investidores bilaterais, a fazenda pública dos países, a sociedade civil e outras fontes. Os investimentos anuais para fazer frente à ameaça da Aids nos países de recursos baixos e médios são atualmente de mais de 8.000 milhões de dólares. Desde então, se necessita muito mais: para 2010, o montante que se precisará para responder devidamente à epidemia superará os 20.000 milhões de dólares por ano. Mas ao menos temos começado a arrecadar recursos e estabelecer as estratégias necessárias.
A reação diante da Aids começou a cobrar impulso e por isso o que está em jogo ganhe ainda mais importância. Não podemos permitir que se malogrem os avanços já alcançados nem que se frustrem os enormes esforços de tantas pessoas.
A tarefa consiste agora em conseguir que se cumpram todos os compromissos, incluindo o de alcançar o objetivo do desenvolvimento do Milênio de deter e começar a reduzir a propagação do HIV para o ano de 2015, como acordaram todos os governos do mundo. Os dirigentes de todos os níveis devem reconhecer que deter a propagação da Aids é também um requisito para a conseqüência de quase todos os outros objetivos, que constituem, em conjunto, o plano da comunidade internacional para construir um mundo melhor no século XXI. Os dirigentes devem responder por seus compromissos para si mesmos e para todos nós.
Essa responsabilidade, essa rendição de contas que é o tema deste Dia Mundial da Luta contra a Aids, exige que cada presidente e primeiro ministro, cada parlamentar e cada político, declare sua firme decisão de por fim a Aids. Para isso deverão oferecer mais proteção a todos os grupos vulneráveis, sejam as pessoas que vivem com o HIV, os jovens, os profissionais do sexo, os usuários de drogas injetáveis ou os homens que têm relações sexuais com outros homens. Deverão trabalhar lado a lado com os grupos da sociedade civil, que são decisivos nesta luta. E também deverão tratar de efetuar autênticas mudanças positivas para dar mais poder e confiança às mulheres e meninas e transformar as relações entre as mulheres e os homens de todos os setores da sociedade.
Mas não só deve se exigir responsabilidade para aqueles que ocupam posições de autoridade, mas de todos nós. A responsabilidade supõe, por exemplo, que os empresários contribuam para prevenir o HIV em lugares de trabalho e nas comunidades em geral e que cuidem dos trabalhadores doentes e de suas famílias. Supõe que os trabalhadores da saúde, os dirigentes comunitários e os grupos religiosos escutem e se interessem, sem emitir julgamentos. Supõe que os pais, esposos, os filhos e os irmãos defendam e protejam os direitos das mulheres. Supõe que os professores alimentem os sonhos e respondam às aspirações das crianças. Supõe também que os homens cuidem para que seus congêneres assumam responsabilidades e compreendam que a verdadeira hombridade está em proteger os outros do perigo. Supõe que cada um de nós ajude a tirar a Aids das sombras e a difundir a mensagem de que o silêncio equivale à morte.
Aunque pronto dejaré el cargo de Secretario General de las Naciones Unidas, seguiré difundiendo este mensaje mientras me queden fuerzas. Este Día Mundial de la Lucha contra el SIDA siempre será para mi un día especial. Comprometámonos hoy a persistir en nuestro empeño, no sólo este día, o este año, o el entrante, sino todos los días, hasta acabar con la epidemia.
Mesmo que em breve deixe o cargo de Secretário Geral das Nações Unidas, seguirei divulgando esta mensagem enquanto me fiquem forças. Este Dia Mundial de Luta contra a Aids sempre será pra mim um dia especial. Nos comprometamos hoje a persistir em nosso empenho, não só este dia, ou este ano, ou no próximo, e sim todos os dias, até acabar com a epidemia.

Greve INSS é destaque no programa “Chame o Barra”
Na quinta-feira (18), a TV Jangadeiro, afiliada do SBT, acompanhou de perto o terceiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social






















