Centrais querem uma política permanente de reajuste para o mínimo

As centrais sindicais, que realizam hoje uma marcha para o reajuste do salário mínimo em Brasília, querem discutir com o governo federal uma política permanente para a recuperação do piso salarial brasileiro no longo prazo.
 
Ana Paula Ribeiro
Da Folha Online
 

As centrais sindicais, que realizam hoje uma marcha para o reajuste do salário mínimo em Brasília, querem discutir com o governo federal uma política permanente para a recuperação do piso salarial brasileiro no longo prazo.
 
Ana Paula Ribeiro
Da Folha Online
 
Hoje o mínimo está em R$ 350. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, defende que os reajustes sejam a soma da inflação mais duas vezes o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) per capita. Ele sugere também que o governo adote essa fórmula por cinco anos.
 
"O presidente Lula ganhou muitos votos com o aumento do salário mínimo. Ele sabe que essa política é correta", disse.
 
Hoje, o reajuste é feito com base na variação da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acrescido do aumento do PIB (Produto Interno Bruto) per capita. No entanto, nos últimos anos o governo tem dado um valor superior a essa fórmula.
 
Para o presidente da Força, o déficit da Previdência Social não pode ser usado como desculpa na negociação do salário mínimo.
 
"A Previdência será um problema sempre. Quando o salário mínimo era de US$ 50 também falavam isso. Sempre vão usar o problema da Previdência para não reajustar o salário mínimo", criticou.
 
Cerca de 25 milhões de brasileiros recebem um salário mínimo por mês, entre eles 16 milhões de aposentados. É por essa razão que esse reajuste tem um forte impacto nas contas da Previdência Social. Hoje, o mínimo é de R$ 350 (cerca de US$ 160).
 
Já o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva Santos, defende que uma política para o reajuste do salário mínimo deve ser adotada por um período mais longo, de dez a 15 anos, para garantir que ele atenda ao que está determinado na Constituição –manutenção de uma família de quatro pessoas.
 
O salário mínimo do trabalhador, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), deveria equivaler em agosto a R$ 1.613,08, ou seja, 4,61 vezes o mínimo vigente.
 
A sugestão dele é a correção da inflação e do PIB per capita, além de um fator de variação a ser determinado.
 
Marcha do salário mínimo reúne 4 mil pessoas em Brasília, diz PM
 
Mais de quatro mil pessoas participaram da Marcha do Salário Mínimo, que tem como objetivo pressionar o governo a um reajuste para R$ 420. A estimativa é da Polícia Militar do Distrito Federal. Já os organizadores acreditam que o movimento contou com a participação de 15 a 20 mil manifestantes.
 
As centrais sindicais querem um aumento de 20%, dos atuais R$ 350 para R$ 420, e um reajuste da tabela do Imposto de Renda de 7,7%. Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) defende um mínimo de R$ 367 (4,86%), valor que contempla a variação da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) per capita.
 
"É uma posição do Guido Mantega. não é do governo. Ele vai ser derrotado nessa posição", disse Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.
 
No entanto, ele admite que será difícil também o governo concordar em dar os R$ 420. "Não vai ser nem R$ 367 ou R$ 375. Também não vai ser R$ 420. Vamos chegar a um meio termo."
 
Na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional em agosto, o governo trabalhava com um salário mínimo de R$ 375 (7,14%). No entanto o valor foi reduzido devido ao crescimento da economia menor que o esperado e a inflação abaixo da meta.
 
Para o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva Santos, chegar ao valor pedido pelas centrais depende de negociação. "É um processo de negociação que depende da pressão da sociedade."
 
Amanhã, os dirigentes das sete centrais sindicais que organizaram a marcha se reúnem com os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência).
 
Cerca de 25 milhões de brasileiros recebem um salário mínimo por mês, entre eles 16 milhões de aposentados. É por essa razão que esse reajuste tem um forte impacto nas contas da Previdência Social.

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