O combate ao Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue, é hoje um dos maiores desafios da Secretaria de Saúde do Município. “Essa é uma preocupação nossa permanente e nos tira o sonho”, chegou a afirmar o titular da pasta, o médico Odorico Monteiro, ontem, em audiência pública na Câmara Municipal e na qual apresentou relatório detalhado sobre as atividades, recursos recebidos e aplicados em sua gestão, do início do ano passado até hoje.
Do Diário do Nordeste
Alvo das críticas de aliados da prefeita Luizianne Lins e de questionamentos quanto à sua gestão, o médico fez questão de explicar que a apresentação do relatório de atividades aconteceu em cumprimento à Lei 8.689, de 27 de julho de 1993 . A legislação estabelece ser dever do gestor do Sistema Único de Saúde (SUS), em cada esfera do governo, prestar contas de suas atribuições em audiência pública.
O secretário reconhece o recrudescimento da doença — na Capital, o aumento de casos foi de 2.470% nos últimos dois anos —, porém enfatiza que a situação não é específica a Fortaleza. Em muitos Estados do País, lembrou, vem crescendo a incidência de dengue.
A descontinuidade no abastecimento de água estaria entre as principais causas do aumento do número de casos. Essa descontinuidade faz a população armazenar água em vasilhames e com isso o mosquito transmissor se prolifera com maior intensidade, informa.
Segundo ele, isso vem ocorrendo em bairros como o Quintino Cunha e Parquelândia. Na audiência, o secretário anunciou pretender se reunir na próxima semana com dirigentes da Cagece para tratar do assunto e buscar solução.
Uma cidade desigual, assim classificou Fortaleza o médico Odorico Monteiro, afirmando que os fatores socioeconômicos se refletem de forma danosa no sistema de saúde. “Temos cinturões sanitários e um perfil socioeconômico e epidemiológico que nos levam a dois sistemas de saúde: o da elite e o da população mais pobre”, comentou. Ratificou estar entre suas prioridades a melhoraria do atendimento à população mais carente.
Presente à audiência, o vereador Lula Morais (PCdoB) ressaltou os avanços promovidos na Secretaria de Saúde do Município, dentre eles a ampliação de UTSs para crianças e adultos, bem como o aumento de unidades do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps).
Já o vereador Carlos Mesquita (PMDB) foi a grande surpresa da audiência pública. Desculpou-se pelas críticas à gestão de Odorico Monteiro e chegou a ressaltar que estar procurando entender porque alguns dos aliados da prefeita “agora querem cristanizá-lo”.
IJF recebe 30% dos recursos destinados à saúde
No Instituto Dr. José Frota (IJF) são aplicados 30% dos recursos próprios que o Município destina ao setor de saúde. A informação é do secretário de saúde, Odorico Monteiro, que em audiência pública na Câmara Municipal enfatizou que essa situação “precisa ser repensada”.
Para ele, é preciso se estudar outras fontes de financiamento ao IJF, até mesmo para que a Prefeitura possa ter mais recursos para investir em outras unidades de saúde. “O IJF recebe doentes do interior do Ceará e até de outros Estados”, lembrou, sugerindo que os governos estadual e federal precisam avaliar a questão.
Além de apresentar programas em andamento e unidades em reforma, o secretário ressaltou avanços específicos, como o que se refere à taxa de mortalidade infantil. Em 2004, essa taxa foi de 18,4%; em 2005, 17,2% e este ano (até outubro), caiu 17,1%. Ressaltou, ainda, estar entre suas metas a melhoria na qualidade do pré-natal e humanização nos serviços de saúde.

Greve INSS é destaque no programa “Chame o Barra”
Na quinta-feira (18), a TV Jangadeiro, afiliada do SBT, acompanhou de perto o terceiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social






















