GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), acredita na votação nesta noite da PEC (proposta de emenda constitucional) que acaba com o voto secreto no Congresso Nacional. Aldo acha que a Câmara vai conseguir reunir o quórum mínimo de 308 deputados necessários para a votação da PEC. "Boa parte dos deputados pensava que não haveria votação ontem e houve", disse.
Na noite desta segunda-feira, os deputados limparam a pauta da Câmara e votaram simbolicamente 20 medidas provisórias que impediam a apreciação de outras matérias. "O Congresso trabalha com a divergência e o dissenso, mas quando há interesse público, votamos", disse.
A tendência dos parlamentares é acabar com o voto secreto no Congresso, exceto para a eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. A oposição insiste em abrir essa brecha na PEC. Na noite de ontem, os governistas sinalizaram que estão dispostos a fechar o acordo para viabilizar a votação da PEC. O voto secreto vale, atualmente, para processos de cassação de parlamentares, vetos presidenciais, escolha de diretores de agências reguladoras, Banco Central e embaixadores, além da eleição das Mesas Diretoras.
Segundo o líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), realizar a eleição da Mesa Diretora pelo voto aberto é "nomear por decreto" o presidente da Câmara pelo presidente da República –que escolheria o nome. "Nós queremos a independência da instituição", afirmou Aleluia.
Aldo Rebelo afirmou que vai discutir a possibilidade dessa exceção com os líderes esta tarde, antes da votação. O presidente da Câmara pretende garantir a votação da PEC hoje em primeiro turno. O segundo turno, segundo Aldo Rebelo, depende também de acordo com os líderes. Entre o primeiro e o segundo turno, são necessárias cinco sessões deliberativas do plenário da Câmara –que podem ocorrer no mesmo dia, caso seja o desejo do presidente da Casa.
Fonte: www.folha.com.br

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