Aproximadamente 240 mil mulheres em idade reprodutiva têm o vírus da Aids e a maioria não sabe; apenas 62% das mulheres grávidas têm acesso ao teste do HIV durante a gestação. Estes foram alguns dados apresentados, nesta terça-feira, 07 de novembro, durante o Congresso Brasileiro de Prevenção às DST/Aids, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, numa pesquisa inédita que quer chamar a atenção para a importância da testagem nas mulheres gestantes, no intuito de reduzir a quase zero o índice de transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Da Adital
O estudo intitulado "Sentinela-Parturiente no Brasil" tem por objetivo apresentar dados sobre a prevalência do vírus entre as gestantes e traçar um panorama sobre o acesso ao teste nas regiões brasileiras. Segundo enfatiza o estudo, " a testagem é fundamental para a prevenção da transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, parto ou durante a amamentação.
No Brasil, a taxa de prevalência do HIV (o percentual de pessoas infectadas pelo HIV no total da população) é de 0,80% para homens e 0,42% para mulheres. A média, portanto, é de 0,61%. O Brasil é considerado um país de baixa prevalência. Já quanto o acesso ao pré-natal, o percentual também é significativo. De cada 100 gestantes, 96 fazem, pelo menos, uma consulta pré-natal durante a gravidez.
O grande desafio, segundo o Unicef, diz respeito ao percentual das mulheres brasileiras que têm acesso à testagem durante a gestação. Este percentual abrange 62% deste público. Essa taxa varia de 35% na região Norte; 31% na região Nordeste; 76% na região Sudeste; 78%, no Sul; 84% no Centro-Oeste.
Segundo destaca o Unicef, "graças às novas tecnologias, é possível baixar para muito próximo de zero a taxa de transmissão vertical. Entretanto, para que isso aconteça, é necessário que haja um acompanhamento médico pré-natal cuidadoso e específico. Um primeiro passo para evitar que o bebê contraia o vírus é oferecer a todas as gestantes exames para que elas saibam seu status sorológico. Quando positivo, garantir o acesso da futura mãe ao tratamento e os cuidados para evitar a transmissão do HIV para a criança".
"A maioria dos casos de transmissão vertical pode e deve ser evitada. A implementação e a criação de políticas públicas de saúde que identifiquem logo no início da gestação o status sorológico da futura mãe e que ofereçam um acompanhamento de saúde criterioso às gestantes que vivem com o HIV são ferramentas imprescindíveis para a proteção do bebê", explicou a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
A pesquisa foi feita pela pesquisadora Célia Landmann Szwarcwald, da Fundação Oswaldo Cruz, com apoio do Unicef, do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, e do Programa Conjunto das Nações Unidas para a Aids, Unaids. Os dados de incidência e acesso ao pré-natal são de 2004, os últimos disponíveis. Os dados sobre as gestantes são de 2006.
O trabalho leva em consideração que a principal causa de infecção entre crianças de até 12 anos é a transmissão da mãe soropositiva para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação (transmissão vertical do vírus). Só através do acesso ao teste será possível reduzir as chances deste tipo de transmissão da Aids. Em 2005, o Unicef lançou a campanha "Unidos com as crianças e os adolescentes – Unidos vamos vencer a Aids". Uma das metas desta campanha – além de proteger crianças e adolescentes brasileiros do vírus – é aproximar de zero a transmissão vertical do vírus até o ano de 2008. Atualmente, esta taxa de transmissão é de, aproximadamente 8%.

Greve INSS é destaque no programa “Chame o Barra”
Na quinta-feira (18), a TV Jangadeiro, afiliada do SBT, acompanhou de perto o terceiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social






















