Falta de cadastro suspende pagamento de 65,3 mil benefícios da Previdência

Do Universo Online
Em São Paulo
O Ministério da Previdência publicou nesta terça-feira mais um edital de suspensão do pagamento de benefícios em razão de falta de atualização do cadastro no Censo Previdenciário. Este é o sétimo edital de suspensão e contém os nomes de 65,3 mil aposentados e pensionistas com final de benefício 3.
 

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O Ministério da Previdência publicou nesta terça-feira mais um edital de suspensão do pagamento de benefícios em razão de falta de atualização do cadastro no Censo Previdenciário. Este é o sétimo edital de suspensão e contém os nomes de 65,3 mil aposentados e pensionistas com final de benefício 3.
 
Eles foram convocados para fazer o censo em junho de 2006 e, desde março, estão sendo informados da necessidade de atualizar os dados cadastrais toda vez que sacam o pagamento. Os que deixaram de fazer o censo no prazo foram comunicados da obrigatoriedade por carta e editais. Aqueles que ainda assim deixaram de atualizar os dados cadastrais terão o pagamento suspenso.
 
Os segurados só receberão o pagamento de outubro, depositado nos cinco primeiros dias úteis de novembro, depois que fizerem o censo em uma agência do banco pagador do benefício. O edital com os nomes será publicado em um jornal de grande circulação em cada Estado e está disponível na página do Ministério da Previdência Social na Internet (clique aqui para acessar a lista de benefícios bloqueados).
 
Segundo o ministério da Previdência, o pagamento do benefício será apenas bloqueado, sem qualquer prejuízo para aqueles que o recebem se deixaram de fazer o censo por falta de informação.
 
Para reativar o recebimento, basta a atualização dos dados cadastrais na própria agência bancária em que o beneficiário for sacar o pagamento. Nos bancos maiores, que respondem por 95% dos pagamentos, a quantia é liberada imediatamente. Nos outros bancos, o valor será desbloqueado no prazo máximo de 13 dias.
 
Por contrato, os bancos têm até 10 dias para repassar os dados ao INSS, que leva até três dias para comunicar às instituições o desbloqueio. A Previdência pediu aos bancos para que dêem prioridade ao envio de informações de quem se recenseou fora do prazo, reduzindo o tempo para a liberação do pagamento.
Em nenhum momento os segurados devem ir às agências da Previdência Social para fazer o censo ou desbloquear o benefício. Todas as etapas do censo são feitas nas agências bancárias, insistiu o ministério em nota.
 
O Censo Previdenciário começou em outubro de 2005. Para a primeira etapa, foram selecionados 2,4 milhões de benefícios, considerados pelo INSS como mais vulneráveis a eventuais fraudes, por conterem informações incompletas. Para a segunda etapa foram chamados 14,7 milhões de beneficiários.
 
Os documentos obrigatórios para fazer o Censo são o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um documento de identificação, que pode ser a própria Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou registro de conselho profissional.
 
O INSS recomenda, também, que o beneficiário apresente um comprovante de residência e o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT).
 
No estado de São Paulo, por exemplo, 14.964 convocados não responderam ao chamado da Previdência. Em Minas Gerais, 5.243 fizeram o mesmo e, no Rio de Janeiro, esse número chega a 5.690.
 
Quem possui o benefício com final 1 faz Censo desde abril, final 2, desde maio. Para os benefícios com final 3, o cadastramento ocorre desde junho. Essa regra segue até janeiro de 2007, quando serão atualizados os cadastros dos segurados com benefício de final 0.
 
(Com informações do Valor Online e da InfoMoney)

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