Por conta da crise mundial, o governo federal pediu ao ministro do Planejamento Paulo Bernardo que avalie a possibilidade de não conceder os reajustes contidos nas medidas provisórias 440 e 441 no ano de 2009, conforme consta em artigo no final destas MPs.
O governo considera grave o ataque do senado ao aprovar emendas notadamente inconstitucionais nestas duas MPs. O provável veto presidencial deverá ser mantido pelo Congresso. Como sempre, os parlamentares, às vésperas do Natal, querem “afagos” governo. As categorias beneficiadas pelas emendas deverão comemorar agora e chorar depois. Há entidades que não aprendem nunca que executivo e legislativo são siameses xipófagos e procuram ora um ora outro para resolver seus problemas ou reclamar algum benefício.
O jogo do poder, exercido na intensidade em Brasília, não permite atuação de amadores. Houve entidade comemorando a aprovação das emendas até com espumante. Outra, dos ex-previdenciários na Receita Federal do Brasil, preferiu vestir o manto da humildade e sabe que a guerra será árdua para derrubar possível veto presidencial
SINPRECE – A Diretoria Colegiada lamenta a postura do Governo em ameaçar o descumprimento de acordos. Os servidores públicos devem estar atentos, a crise econômica atual é decorrente de uma série de políticas irresponsáveis, feita por Governos sem visão social e apenas adeptos do livre mercado, deixando o mundo, inclusive, o Brasil a mercê de banqueiros irresponsáveis.
Os trabalhadores do Serviço Público não podem ser sacrificados como “bode expiatório” através de ameaças feitas por ministros e parlamentares do Governo, usando o velho jargão de “preocupação com o efeito fiscal” por conta desses reajustes. O Poder Executivo tem que aprender o significado da palavra “acordo”, a crise financeira é séria e grave, mas a situação moral e financeira do servidor público também é.
*Com informações da Coluna “Servidor em Ação” / Sindprevsp / Paraná e SINPRECE
























