Na última quarta-feira (24), servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país paralisaram suas atividades em resposta à reunião com o presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto. Esse movimento de paralisação atingiu ampla adesão, refletindo o descontentamento dos servidores na capital e em algumas cidades do interior.
No Ceará, diversas agências interromperam completamente o atendimento ao público desde 16 de julho, enquanto outras operam de forma parcial, evidenciando a força do movimento. Nacionalmente, 23 estados, além do Distrito Federal, aderiram à paralisação, demonstrando uma mobilização expressiva e coordenada da categoria que busca melhorias e reconhecimento.
Esse cenário de paralisação destaca a urgência de um diálogo efetivo para encontrar soluções que atendam às demandas dos trabalhadores. No entanto, essa saída parece não ser uma opção para o governo, que optou por seguir na contramão. O presidente do INSS não foi resolutivo durante a reunião com representantes sindicais e fez questão de oficializar a informação de que o governo judicializou uma ação contra a greve.
Ao ser questionado sobre as pautas, o presidente disse que não iria discutir esse assunto, mas prometeu, para a próxima semana, uma mesa de negociação visando debater o que seria de competência do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Para completar a péssima reunião, Stefanutto sugeriu que os sindicatos pedissem à base para retornar aos postos de trabalho em troca da suspensão da ação judicial. Todos consideraram a proposta absurda.
