Os servidores têm clareza de que o governo reeditará a propaganda já utilizada em outros episódios para tentar jogar a população contra a categoria. Mas a greve é também uma defesa da Previdência pública e dos direitos dos usuários.
Os trabalhadores têm entre as principais reivindicações a abertura de concursos públicos para suprir a demanda represada no Estado e no país. Hoje seria necessário contratar pelo menos 10 mil servidores para garantir um atendimento de qualidade. Na contramão dessa necessidade, o governo anunciou a abertura de mais 720 agências em todo o país, sem contratações. Com isso, os atuais servidores serão redistribuídos, reduzindo o efetivo nas Agências da Previdência Social já existentes.
A categoria defende um modelo de atendimento que assegure o direito da população aos benefícios. No entanto, a realidade atual é que devido às altas taxas de informalidade existentes no país e às fraudes praticadas por inúmeras empresas, em mais de 50% dos casos, o sistema de informática impede a liberação do benefício por falta das informações exigidas. O que evidencia que o programa de concessão em 30 minutos é pura marquetagem, que obriga o segurado a retornar várias vezes a um mesmo posto para tentar garantir seus direitos.
Como a informatização do INSS é precária e faltam funcionários, muitas vezes também não é possível atender a demanda colocada pelo crescimento populacional e o aumento dos pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais em razão do desemprego. Com a crise econômica mundial a tendência é que essa situação se agrave.
*Com informações do SINSPREV/SP
Greve INSS é destaque no programa “Chame o Barra”
Na quinta-feira (18), a TV Jangadeiro, afiliada do SBT, acompanhou de perto o terceiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social