Lula reeleito com 60,8% dos votos

Luiz Inácio Lula da Silva vai subir a rampa do Palácio do Planalto pela segunda vez no primeiro dia de 2007
 
Vicente Gioielli
Do Jornal O POVO
 

Luiz Inácio Lula da Silva vai subir a rampa do Palácio do Planalto pela segunda vez no primeiro dia de 2007
 
Vicente Gioielli
Do Jornal O POVO
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 61, foi reeleito ontem com 60,8% dos votos válidos. Mais de 58,2 milhões de brasileiros votaram no petista e derrotaram os mais de 37,5 milhões que preferiam Geraldo Alckmin (PSDB) na Presidência. O tucano foi o primeiro candidato a presidente no Brasil que teve no segundo turno menos votos do que no primeiro.
 
Ex-torneiro mecânico e primeiro líder de um partido de esquerda eleito presidente, Lula consegue igualar a façanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi eleito em 1994 e reeleito em 1998.
 
Nestas eleições, além dos adversários, Lula teve de enfrentar uma avalanche de crises políticas e de escândalos envolvendo o Congresso Nacional, membros de seu governo e dirigentes de seu partido, o PT. A mais recente crise estourou durante a campanha eleitoral e foi a responsável direta pelo segundo turno: a tentativa de compra de um dossiê anti-tucano.
 
A aprovação e a popularidade de Lula, entretanto, não estavam ligadas ao sistema político, como mostrou a eleição. A atuação do governo petista na área social foi fundamental para a reeleição. Assim, o discurso da continuidade de um “governo para os mais necessitados” foi a bandeira da campanha. Programas como o Bolsa Família, o Prouni e o Luz para Todos foram exaustivamente aclamados no palanque petista.
 
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em setembro mostrou que a pobreza no País diminuiu 19% na gestão Lula. O levantamento mostra que a pobreza, que atingia 28,2% dos brasileiros em 2003, passou a englobar 22,77% em 2005, sendo o menor patamar desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1992.
 
Lula também detém o recorde de avaliação positiva de um presidente da República. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 25, 53% da população classifica como boa ou ótima a gestão de Lula. Outros 31% consideram o governo petista regular. A taxa dos que acham a atuação do presidente ruim ou péssima é de apenas 15%.
 
O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, saiu do segundo turno com 2,2 milhões de votos a menos do que no dia 1º de outubro. Ontem, o tucano teve 39,9 milhões de votos. (com agências)
 
3ª maior votação é no Ceará
 
Uma vitória expressiva. Foi no Ceará onde o presidente Lula conseguiu sua terceira maior votação em termos percentuais do País. No Estado, 82,38% dos eleitores optaram pela sua reeleição e apenas 17,62% preferiram votar no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Votos em branco e nulos diminuíram, porém, as abstenções aumentaram no segundo turno.
 
O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, se dedicou à campanha de Alckmin no Interior e na Capital durante este segundo turno e até distribuiu fotos suas ao lado do candidato tucano. Porém, o tiro saiu pela culatra, uma vez que o ex-governador de São Paulo, perdeu 186,7 mil votos no Estado em relação ao primeiro turno. Já o presidente Lula, apoiado pelo governador eleito Cid Gomes (PSB), conseguiu aumentar sua votação em 541,1 mil votos e chegou à marca de mais de 3,3 milhões de votos no Ceará.
 
Entre os municípios que mais deram votos à Lula, estão Potiretama, com 93,98% e Alto Santo, também com mais de 93%. Mais uma vez apenas Viçosa do Ceará deu mais votos a Alckmin (54,37%) do que a Lula.
 
Os votos em branco neste segundo turno caíram de 93,8 mil para 38,6 mil e os votos nulos caíram de 330,1 mil para 126,4 mil. Já as abstenções cresceram de forma expressiva. Passaram dos 17,38% no primeiro turno, para 20,08% no segundo, superando a casa do um milhão de pessoas sem comparecer à sua zona eleitoral para votar. (VG)
 
Grupos tradicionais perdem força
 
A derrota de Roseana Sarney no Maranhão completou o novo mapa político do Nordeste: o governo de três grandes estados trocaram de mãos pela primeira vez em pelo menos 16 anos. No primeiro turno, o carlismo já havia perdido na Bahia e, no Ceará, a eleição marcou o fim do protagonismo de Tasso Jereissati (PSDB) no Estado.
 
A derrota das mais emblemáticas oligarquias nordestinas ocorre simultaneamente a um avanço das esquerdas na Região. Na Bahia, ganhou Jaques Wagner(PT); no Maranhão, Jackson Lago (PDT); no Ceará, Cid Gomes (PSB). Some-se Pernambuco, com Eduardo Campos (PSB), e Sergipe, com Marcelo Déda (PT).
 
A explicação do avanço das esquerdas não decreta a morte dos grupos políticos tradicionais nem admite resposta única. Combina, em doses diferentes, fatores como o sucesso do governo Lula na Região, que turbinou oposições até então sem fôlego eleitoral; o impacto das políticas sociais federais e seu formato de distribuição, que limita a ingerência política local e estadual e dá margem maior à movimentação política dos prefeitos; além do esgotamento dos projetos oligárquicos em si e problemas sucessórios nos clãs. (da Folhapress)

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