Os médicos peritos do INSS decidiram ontem, por meio de votação on-line, pelo fim da paralisação que já durava uma semana. A decisão, tomada por 65% da categoria, foi possível após o presidente do INSS, Valdir Simão, afirmar que atenderia as reividicações dos médicos, entre elas, garantir mais segurança no atendimento
Yanna Guimarães
da Redação
Após uma semana de paralisação, médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram pelo fim da greve. A decisão foi tomada ontem por 65% dos profissionais que votaram através de assembléia eletrônica. Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), a categoria retoma as atividades normalmente nesta quarta-feira, 20.
O médico perito Samuel Abrangues, delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos da agência executiva de Fortaleza, conta que na última segunda-feira, delegados da ANPM se reuniram com representantes do Ministério Público Federal (MPF) e com o presidente do INSS, Valdir Simão, para discutir sobre as reivindicações da categoria, entre elas, melhorias nas condições de trabalho e segurança nos postos do INSS. Após a reunião, o resultado das negociações foi exposto para os delegados, que pela internet, votariam contra ou a favor da suspensão da greve.
Quem agradece o fim da paralisação é a população que necessita de atendimento nos postos do INSS. O último dia de greve foi marcado pela espera. Dona Ivanise Donato, 53, chegou cedo à gerência executiva de Fortaleza do INSS, em busca de uma perícia médica que comprovasse que ela precisa se aposentar. Com hipertensão e diabetes, ela parou de trabalhar como lavadeira por não conseguir mais desenvolver suas atividades normalmente. "Já estamos aqui há mais de duas horas. A perícia estava marcada para as 10 horas, mas já são 11 horas e ninguém nos deu nenhum sinal", diz. Sua filha, Elis Regina Donato, diz que o processo sempre costuma demorar, mas ontem a espera foi ainda maior.
Em Fortaleza, 89 médicos são responsáveis pelo atendimento da Capital, Região Metropolitana e municípios do Médio e Baixo Jaguaribe e Sertão Central até Quixeramobim, regiões atingidas pela gerência regional. No Estado, apenas 40% desse total estava trabalhando até ontem. O vendedor Valdeci Soares também sofreu com a espera da perícia. "Já estou aqui há três horas. Fui atendido há poucos minutos e agora estou esperando um documento".
O gerente executivo do INSS em Fortaleza, José Nunes Filho, disse ontem, antes do anúncio do fim da greve, que assim que os trabalhos fossem retomados normalmente seria montado um esquema de atendimento extra para os cidadãos que não conseguiram ser atendidos na data agendada durante a paralisação.
Fonte: www.opovo.com.br























