Servidores mantêm greve no hospital de Maracanaú

Há 14 dias em greve, os trabalhadores lotados no Hospital Municipal de Maracanaú, reúnem-se hoje com o prefeito Roberto Pessoa para discutir a pauta de reivindicações
 
Rita Célia Faheina
Do Jornal O POVO
 

Há 14 dias em greve, os trabalhadores lotados no Hospital Municipal de Maracanaú, reúnem-se hoje com o prefeito Roberto Pessoa para discutir a pauta de reivindicações
 
Rita Célia Faheina
Do Jornal O POVO
 
Servidores do Hospital Municipal de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, decidiram, ontem, em assembléia geral, continuar em greve iniciada no último dia primeiro. Eles rejeitaram a contra-proposta apresentada pelo prefeito Roberto Pessoa (PL) para que cumprissem 12 plantões ao mês, o correspondente a 34 horas semanais. Os trabalhadores querem cumprir 10 plantões de 12 horas, o equivalente a 120 horas mensais. Hoje, às 14 horas, está marcada nova reunião entre o grupo de negociação e o prefeito para tentar um acordo.
 
"Os servidores querem que seja mantido o antigo acordo (feito em 1994) da carga horária de 30 horas semanais. O prefeito está querendo aumentar o horário de trabalho", reclama Roberto Luque, do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Ceará (SintSef). Segundo ele, na reunião que tiveram na última terça-feira com o prefeito, das 14h30min às 18h30min, não se chegou a um acordo sobre a carga horária. "Mas ele (o prefeito) prometeu melhorias nas condições de trabalho", informa Luque.
 
A paralisação das atividades no Hospital de Maracanaú, unidade de referência da Região Metropolitana de Fortaleza, começou há 14 dias porque o prefeito Roberto Pessoa decidiu fazer cumprir o horário determinado nos contratos de trabalho. Há 12 anos, os gestores da época tinham feito um acordo diminuindo a carga horário semanal: quem trabalhava 40 horas, cumpriria apenas 30 e os que deveriam trabalhar 20 horas, só dariam 18 horas. De acordo com estimativa da prefeitura, a situação criou um custo adicional de cerca de R$ 140 mil por mês para o Município porque teve de contratar cooperativas de saúde para suprir as necessidades de mão-de-obra do hospital.
 
A greve, segundo a diretora do Hospital de Maracanaú, Vanda Campelo, não chegou a interromper todo o atendimento médico-hospitalar. "Vários setores estão normais como o laboratório, raio-X, manutenção, odontologia, entre outros", diz. O setor mais prejudicado é o de urgência e emergência que atende entre 11 a 12 mil pacientes por mês e cerca de 500 por dia. Com a paralisação, esse número caiu para 120 a 150 por dia. Ela diz que num levantamento feito desde domingo até ontem, houve faltas de 161 dos 850 funcionários.
 
De acordo com a assessoria de imprensa do prefeito Roberto Pessoa, na reunião que teve com os trabalhadores em greve, na última terça-feira, ele concordou em "formar uma mesa de negociação para discutir o plano de cargos e carreiras, gratificações e benefícios aos funcionários". Pessoa quer também que seja feito um mutirão para repor os dias não trabalhados durante a greve.

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