Depois de um longo período tentando conseguir uma reunião com a direção do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), na manhã desta sexta-feira, dia 7 de outubro, o SINPRECE foi recebido pelo Diretor Zózimo Medeiros, no próprio hospital. O encontro só se deu depois que as diretoras do sindicato, Deurismar Arrais (Organização) e Rossicler Pereira (SAF), que também trabalham no HGF, se posicionaram firme para serem recebidas.
Com o intuito de esclarecer denúncias feitas, não apenas pelos usuários, mas também pelos próprios funcionários, as diretoras do SINPRECE questionaram a forma que a entidade vem trabalhando no atendimento da emergência, aonde pessoas têm suas vidas colocadas em riscos, pelo fato do HGF não está fazendo o atendimento adequado, encaminhado-as para outros hospitais, sem saber o que têm realmente.
Segundo denúncias dos funcionários, isso não acontece apenas com os pacientes que moram no entorno do hospital. O trabalhador que adoece também passa pelo mesmo constrangimento. Proibidos de marcarem consultas e serem atendidos na emergência, caso precise, primeiro os funcionários passam pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), para que sejam examinados e recebam a prescrição do medicamento. Ao se dirigirem à emergência são informados que o atendimento só poderá ser feito com autorização da chefia do setor, e com isso, são orientados a procurar outros hospitais.
Outro problema discutido, na reunião, foi em relação à dificuldade do HGF em ceder seu auditório para reuniões do SINPRECE com os servidores. O hospital vem inibindo a livre organização, algo que é garantido, por lei, aos trabalhadores. Todos esses problemas já foram levados para a Mesa Estadual de Negociação do SUS, pelos também diretores do sindicato, Marilene Torres e Ricardo Mapurunga, que fazem parte da mesa e aguardam uma resposta da coordenadora.
Na reunião, Zózimo tentou justificar os pontos colocados pelo sindicato. No que diz respeito às medidas tomadas na emergência, o diretor disse que foram necessárias para organizar o atendimento de forma geral. Que todos precisam passar por um fluxo, para medir a classificação de risco de cada um. Mas como a direção do HGF pretende organizar o hospital sem ouvir as pessoas e nem o sindicato? Com essa classificação de risco, o HGF irá se transformar em um novo IJF? Já em relação ao auditório, ficou acertado que uma das diretoras do SINPRECE, o procurasse na semana seguinte para tentar achar uma solução.
Diante de todos esses problemas, as diretoras do SINPRECE que estiveram presente na reunião, solicitaram um novo encontro com o diretor do HGF não apenas para discutir, mas para achar soluções adequadas. O sindicato não vai aceitar esse silêncio do hospital e irá tomar as providências cabíveis para as resoluções que os servidores esperam.

Greve INSS é destaque no programa “Chame o Barra”
Na quinta-feira (18), a TV Jangadeiro, afiliada do SBT, acompanhou de perto o terceiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social























