SINPRECE pede providências pelo resgate da GEAP, junto ao CONDEL

À Presidente do Conselho Deliberativo
Raquel Marçal Modea

GEAP Ceará ocupada pelos assistidos e entidades representativas pelo restabelecimento do atendimento hospitalar, oftalmológico e demais serviços suspensos.

À Presidente do Conselho Deliberativo
Raquel Marçal Modea

GEAP Ceará ocupada pelos assistidos e entidades representativas pelo restabelecimento do atendimento hospitalar, oftalmológico e demais serviços suspensos.

 Frente a esta grave crise da rede assistencial da Fundação, o Sindicato dos Trabalhadores Federais na Saúde, Trabalho e Previdência (SINPRECE), realizou uma ocupação na sede da GEAP/CE nos dias 05 e 06 de janeiro corrente. A manifestação teve como objetivos os seguintes itens:

Restabelecimento da rede de assistência com o retorno do atendimento hospitalar, dos oftalmologistas e dos demais serviços suspensos;

Questionamento acerca da suposta interferência político-partidária na contratação do novo gerente regional, Sr. Adail Afrânio Marcelino do Nascimento, sem experiência de administração de autogestão e também sem nenhuma vinculação a quaisquer dos planos da GEAP/FSS;

Revogação da demissão da Gerente de Serviços aos Clientes Maria Izabel B. de Moura Medeiros e REVERSÃO DA FARRA DE DEMISSÕES SEM JUSTA CAUSA, geradora de encargos trabalhistas de alta monta e de insegurança e ansiedade no quadro de empregados;
Estabelecimento de um processo de debates sobre a definição de regras e condições para a prática de uma gestão realmente participativa, eficiente, transparente da GEAP com a participação presencial dos CERs e entidades representativas;

Protesto pelo ASSÉDIO MORAL infligido às conselheiras Maria de Lucia Tavares, Nair Fernandes do CER/CE e Joilce La Greca do CER/MT pelo Assessor Parlamentar Marcos Moura.

Senhora Conselheira, a transferência a pedido e intempestiva do senhor José da Silva Pacheco da Gerência Regional, associada ao rompimento do acordo firmado por este com os Hospitais São Mateus, São Carlos, Gênesis e Otoclínica, desestabilizou a rede credenciada, abalando a credibilidade na Fundação no estado e gerando a suspensão do atendimento. Além da paralisação desses hospitais some-se o prejuízo advindo com o efeito dominó gerando problemas na rede, bem como, a suspensão do atendimento pelos oftalmologistas desde outubro 2011.

Com relação ao pedido de suplementação do ordenador para pagamento do passivo dos hospitais, a DIREX informou que várias outras gerências regionais também estavam em crise, que não havia dinheiro em caixa e que o passivo total da GEAP nos estados da federação chegava ao valor de 300 milhões de reais!

Senhora Presidente, assusta-nos o assombroso passivo constituído no último exercício. Há aproximadamente um ano atrás a Fundação encontrava-se numa situação bem melhor, praticamente sem nenhum passivo. O que aconteceu com a administração desta Fundação? Se houve erro de cálculo no custeio aprovado, urge investigar os responsáveis e puní-los. A crise é muito grave e compete aos assistidos, através do sindicato, a tarefa de colaborar para sanar essa crise, o que somente será possível com o conhecimento real de toda a situação e desta forma contribuir com sugestões e até fazer gestão junto aos órgãos do Governo Federal, através da FENASP e demais órgãos representativos na expectativa de salvar o nosso maior patrimônio: o Plano de Saúde GEAP.

É imprescindível a contratação dos serviços de uma auditoria externa independente, idônea e competente, para detectar as causas, os fatores e os ralos responsáveis pela formação desse passivo no período de aproximadamente 12 meses. Referida auditoria deverá apurar, inicialmente, a causa da formação do passivo e o possível erro no cálculo do custeio, bem como os responsáveis. Torna-se imperativo verificar o impacto disso na constituição do passivo da Fundação, e do fato dela ter operado os planos de saúde em 2011 com o custeio menor que no exercício anterior. Some-se a isso a falta de PACTUAÇÃO dos novos custeios com cerca de 30 PATROCINADORAS em 2011, incluindo as duas maiores: o Ministério da Saúde e o INSS. Parece-nos inacreditável que a DIREX não tenha desenvolvido ações reparadoras em tempo hábil para evitar este enorme prejuízo, com repercussão em todas as gerências regionais, levando à crise presenciada hoje.

Por outro lado, são visíveis os gastos administrativos excessivos, principalmente com encargos trabalhistas gerados pelo alto índice de demissões de empregados antigos sem justa causa e pelo elevado índice de rotatividade notadamente em Brasília. Adicionem-se a isso as despesas com altos salários da DIREX e com um contrato de gestão, até agora sem regras nem prazos definidos para o cumprimento de metas. Se há recursos sobrando para o Fundo de Administração, por que não reduzir a taxa de administração e reforçar o debilitado Fundo Assistencial?

Pasmem, na GERES CEARÁ, em apenas um ano e três meses de gestão do senhor Jose da Silva Pacheco, sete empregados foram demitidos sem justificativa. Nesse período ocorreu a demissão injustamente da Gerente de Controle de Qualidade, Maria do Socorro Aguiar, com mais de vinte anos de serviços prestados. Sendo substituída por uma empregada recém-contratada na casa, com experiência irrelevante em gestão e qualificação insuficiente para o exercício do referido cargo. Pode ser verificado que no período dessa gestão houve a formação de um passivo, de grandes proporções que, entre outros fatores, desaguou na suspensão do atendimento aos assistidos, sem nenhuma parcela de culpa no descalabro administrativo a que foram submetidos, pois nos seus contracheques estão descontadas religiosamente as mensalidades e as participações por utilização dos serviços. É sabido que ao longo de mais de 20 anos, nas administrações anteriores, nunca houve registro de um passivo das proporções atuais como a do Sr. José da Silva Pacheco.

Prosseguindo com essa perversa política, o novo gerente, Sr. Adail Afrânio, sete dias após sua posse, em vez de investir na recuperação plena da rede, priorizou as demissões, sem justa causa de mais duas empregadas, Adilberta de Sena Pinheiro e Maria Izabel B. Moura Medeiros, ambas com mais de duas décadas de trabalhos prestados.

A Sra. Maria Izabel B. Moura Medeiros, Gerente de Serviços aos Clientes desde 1997, cargo que ocupou por mérito, graças à sua competência e dedicação. No ato da demissão, ao qual estavam presentes também o Diretor de Serviços da GEAP, senhor Sandro Cláudio e o ex-gerente regional Sr. José da Silva Pacheco, foi alegado que eram necessárias mudanças e “sangue novo” para implementação de uma nova gestão, de uma gestão moderna, sem os vícios do serviço público! Realmente, os assistidos do Ceará reivindicam mudança, mas não essa mudança administração nociva aos assistidos da GEAP, e sim o restabelecimento do atendimento dos hospitais e o retorno das empregadas Maria Izabel B. Moura, Adilberta Sena Pinheiro e Maria do Socorro Oliveira de Aguiar, além de uma gestão efetivamente participativa.

Concluindo o relato da manifestação acima referida, agradecemos a presença da presidente do CONDEL, Senhora Raquel Modea que acompanhada pelo conselheiro eleito Valmir Brás, aquiesceu nosso pedido de vir à GERES CE para ajudar no processo de negociação com o diretor executivo e com o novo gerente regional. E que após um dia (06/01) de debates foi firmado um termo de negociação com um calendário fixando prazos para o restabelecimento dos serviços paralisados e encaminhamento das demais solicitações.

Diante dos fatos expostos, consideramos que é chegado o momento da Direção desta Fundação posicionar-se pelo resgate da GEAP, enquanto patrimônio dos servidores, e encerrar esta gestão administrativa desastrosa e má sucedida com o desligamento do Sr. Carlos Célio de Andrade Santos.

Diretoria Colegiada
SINPRECE 

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