O Dia Internacional da Mulher começou mais cedo no Rio de Janeiro. Foi lançado nesta quarta-feira o Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), juntamente com a Campanha de Prevenção das DST/Aids nos Jogos Pan-americanos Rio 2007.
Da Adital
A proposta do Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST, é sensibilizar a população para o fato da epidemia de aids ter mudado o seu perfil, concentrando-se também entre as mulheres. O plano é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres no período de 1995 a 2005. O objetivo é reduzir as vulnerabilidades das mulheres em relação ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Algumas metas do Plano:
Dobrar o percentual de mulheres que realizaram testes anti-HIV (de 35% para 70%).
Redução da transmissão vertical de 4% para menos de 1% até 2008.
Aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões em 2008.
Eliminar a sífilis congênita.
Investir em pesquisas sobre a epidemia.
A Campanha de Prevenção das DST/Aids no Pan e Parapan vai envolver os atletas na luta contra a aids, mostrando à população a importância de uma vida saudável e de uma maior auto-estima para a diminuição de algumas das vulnerabilidades associadas à transmissão do vírus da aids e de outras doenças.
No início dos jogos, cada atleta e participantes em geral receberá um kit com preservativos, camisetas e informações sobre prevenção. A Campanha terá o slogan "Vista-se nos jogos" e se estenderá até agosto, quando se encerra o Parapan. Também serão realizadas atividades de prevenção na Vila Olímpica.
Desigualdade de gênero: um fator determinante na feminização da aids
A Sessão Especial sobre HIV/aids das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque, em junho de 2006, reconheceu que a epidemia da aids no mundo tem, hoje, um perfil heterossexual e sua incidência é muito mais acelerada entre mulheres – fenômeno que ganhou o nome de feminização da aids. No mundo todo, as mulheres já representam 50% da população infectada e, no continente africano, já são maioria, com 60%. A ONU aponta a desigualdade de gênero e todas as formas de violência contra as mulheres como fatores determinantes para o crescimento da vulnerabilidade feminina à doença.
Quando a aids surgiu no Brasil na década de 80, chegou-se a ter apenas um caso de aids em mulheres para cada 26,5 em homens. Com o passar dos anos, a proporção foi caindo e hoje está em 1,5 caso em homens para 1 em mulher, segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde.
Alguns fatores que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres à epidemia de aids:
A desigualdade nas relações de poder entre homens e mulheres;
O menor poder de negociação das mulheres, quanto ao uso de preservativo e nas decisões que envolvem a sua vida sexual e reprodutiva;
A violência doméstica e sexual contra mulheres e meninas;
A discriminação e o preconceito relacionados à raça, etnia e orientação sexual;
Falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV.
Fonte: Unicef/ Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

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