Em retaliação à luta contra emenda 3, Metrô / SP demite dirigentes sindicais

Na manhã desta segunda-feira (23) os metroviários de São Paulo atrasaram por duas horas o início das atividades, num protesto contra a derrubada do veto à emenda 3 da Super-Receita.

Na manhã desta segunda-feira (23) os metroviários de São Paulo atrasaram por duas horas o início das atividades, num protesto contra a derrubada do veto à emenda 3 da Super-Receita. O protesto era parte das manifestações organizadas em todo o país pela CUT, Intersindical, Conlutas, Força Sindical e centenas de entidades contrárias à volta da emenda, que proíbe os fiscais do trabalho de autuarem empresas que contratam trabalhadores como pessoa jurídica para burlar o pagamento de direitos trabalhistas.
 
Da Fenasps
 
Em retaliação ao movimento, a direção do Metrô demitiu por justa causa quatro diretores executivos do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Os demitidos são: Ronaldo Campos de Oliveira “Pezão”, Alex Adriano Alcazar Fernandes, Ciro Moraes dos Santos e Pedro Augustinelli Filho. O vice-presidente do sindicato, Paulo Roberto Veneziani Pasin, também foi afastado do trabalho para “apuração de falta grave” – o que também configura possibilidade evidente de demissão, tendo em vista que ficou claro que a política da empresa é tentar esmagar o movimento dos trabalhadores e atuar frontalmente contra o direito de greve.
 
“O enfrentamento com a empresa e o governo Serra está muito duro, eles mudaram de maneira inédita os procedimentos operacionais, inclusive retirando operadores de trens dos pátios de manutenção ao longo da madrugada e distribuindo-os ao longo das estações, numa tentativa de individualizar as ações para facilitar retaliações”, afirma o vice-presidente da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e diretor de base do sindicato, Sérgio Renato Magalhães. “Sem dúvida, no Metrô de São Paulo, trava-se uma batalha decisiva pelo direito de greve”, ressalta Serjão.
 
O governo Serra (PSDB) e a direção do Metrô iniciaram uma campanha de difamação da categoria, tentando qualificar o movimento como “vandalismo” para justificar as demissões e tentar acuar os trabalhadores. Os metroviários são uma categoria reconhecidamente aguerrida no Estado de São Paulo e sempre estiveram na linha de frente das lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores em geral.
 
Na manhã desta segunda, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Luiz Portella, acusou os metroviários de terem cortaram cabos da via, o que não corresponde à realidade.
 
Ainda na tarde de ontem dirigentes do sindicato, representantes da CUT, CGT, Intersindical, Força Sindical, Conlutas e diversas entidades que representam os trabalhadores realizaram um ato na estação Corinthians/Itaquera para esclarecer a população das razões da mobilização nacional.
 
Reunião organiza defesa dos trabalhadores e campanha pela reintegração
 
Nesta terça-feira (24 de abril), a diretoria do Sindicato dos Metroviários se reúne às 17h30 na sede da entidade (Rua Serra do Japi, 31 – Tatuapé) para discutir os próximos passos da luta em defesa do direito de greve. O início de uma campanha pela reintegração imediata dos dirigentes sindicais demitidos vai ser um dos centros do debate.
 
A participação de dirigentes sindicais que tiverem condições de se fazerem presentes, bem como o início de uma campanha com o envio de moções de repúdio à prática truculenta do Metrô e em solidariedade aos trabalhadores é fundamental.
 
Com informações do SINSPREV

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