1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador

Desemprego ainda afeta grande parte da população da América Latina e centrais sindicais lutam para reverter o quadro
 
Da Adital
 

Desemprego ainda afeta grande parte da população da América Latina e centrais sindicais lutam para reverter o quadro
 
Da Adital
 
Entre comemorações, atos públicos e festas, a América Latina e Caribe ainda têm muito o que avançar quando a questão é o emprego. Às vésperas do Dia Internacional do Trabalho, em toda a região, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, existem quase 18 milhões de pessoas desocupadas – o que dificulta a meta dos Objetivos do Milênio de acabar com a pobreza até 2015.
 
Para chamar a atenção a este problema e enfatizar a luta que tem sido travada para diminuir este número e com o objetivo de assegurar os direitos dos trabalhadores, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brasil, reúne amanhã centrais sindicais do Cone Sul.
 
Caravanas nacionais e internacionais se concentrarão na Ponte de Amizade e de lá seguirão numa marcha em direção ao Gramadão da Vila A, onde a partir das 10h todas as centrais participarão dos atos públicos em defesa dos trabalhadores. Esta é a terceira vez que o Cone Sul se reúne do Dia Internacional do Trabalhador. Este encontro se realiza sob o tem "A Integração e Emancipação Latino-americana correm em nossas veias".
 
Hoje, a CUT realizou, também em Foz de Iguaçu, o seminário "Mercosul: da resistência à emancipação dos trabalhadores (as)".
 
Já a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), em São Paulo, Brasil, enfatiza no 1º de Maio, os ataques que os trabalhadores em todo o mundo vêm sofrendo por conta das formas do sistema capitalista. Afirma ainda que, cada vez, os trabalhadores precisam se unir para que seus direitos sejam cumpridos e não sejam retirados.
 
"Para enfrentar este quadro é necessário unir forças. Diante disso, nosso 1º de Maio será um marco na unidade daqueles que não desistiram de lutar por uma sociedade socialista, unificando trabalhadores da cidade e do campo, mulheres e homens, jovens e idosos, em um calendário de lutas, juntamente com o Fórum Nacional de Mobilizações e outras iniciativas, para defender os direitos atacados pelas grandes empresas, a mídia e os governos", informa. Na Argentina, a Central de Trabalhadores (CTA) levará à frente a campanha "Volvé a Reparto", exigindo ao governo que cumpra com a liberdade e a democracia sindical e que seja aberta a discussão sobre "paridades sociais" para os trabalhadores desocupados.
A Central Latino-americana de Trabalhadores (CLAT) afirma que é "prioritária a ação pela vigência dos direitos do trabalho, a defesa da liberdade sindical, a contratação coletiva e liberdade de informação e expressão. Este dia deve ser um dia para refleti e atuar sobre os novos paradigmas, desafios e objetivos que, no momento atual, devemos enfrentar".
 
Fonte: CUT, CTA, CLAT

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