Péritos Médicos: Protesto chega ao fim

Os 4.800 peritos médicos da Previdência Social encerraram hoje as 48 horas de paralisação em protesto contra a violência dirigida à categoria que tem a missão legal de caracterizar situações de incapacidade em obediência estrita às determinações das leis e normas previdenciárias.
 
Da ANMP
 

Os 4.800 peritos médicos da Previdência Social encerraram hoje as 48 horas de paralisação em protesto contra a violência dirigida à categoria que tem a missão legal de caracterizar situações de incapacidade em obediência estrita às determinações das leis e normas previdenciárias.
 
Da ANMP
 
O movimento cívico de virtualmente 100% da categoria contou com apoio irrestrito das entidades médicas inconformadas com a inabilidade do governo em combater eficazmente a violência em nosso país, particularmente a que atinge os médicos durante o exercício profissional ou em decorrência dele.
 
A ANMP condena que a Previdência resista em reconhecer que educar e esclarecer a população seja tão importante quanto reprimir a violência. Não fazendo nem uma coisa nem outra, fomenta a idéia de que é o médico quem nega ou concede os benefícios como se esses fossem dádivas e não direitos submetidos a regras da própria instituição. Com tal posicionamento não são surpreendentes as reações direcionadas àqueles que representam a instituição em seu contato diário com a população.
 
Na próxima segunda feira os peritos retornarão ao trabalho esperando que o governo reveja sua postura e não só implante medidas de segurança acordadas em 18-09-06 mas, principalmente, mude sua postura deixando de desqualificar as agressões que não são pontuais, não são ocasionais; mas sim uma falha sistêmica decorrente da mudança de modelo conquistada pela luta da categoria que combateu a terceirização e a irresponsabilidade administrativa, esta sim, causadora da disseminação da idéia de dispor do patrimônio público sem critério e sem controle. Por conta da mudança, os médicos que têm responsabilidade e simplesmente aplicam as leis previdenciárias passaram a ser vistos como algozes de parte da população sem retaguarda e amparo jurídico, material, operacional e moral por parte de seus empregadores.
 
Lembramos que 93% dos trabalhadores registrados formalmente obtém, sem dificuldade, seus benefícios previdenciários por incapacidade laboral. O conflito dá-se por pressão, coação, extorsão e ameaças de trabalhadores autônomos, desempregados ou em risco de desemprego que querem, a todo custo, refugiar-se indevidamente na Previdência.
 
Na oportunidade, divulgamos a Carta de Salvador, documento assinado por 800 médicos que participaram do I Congresso Brasileiro de Perícia Médica Previdenciária em 24 de maio e 2007, 5 dias antes do assassinato do colega José Rodrigues que também a subscreveu.

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