A falta de profissionais contratados para o Hospital Geral de Fortaleza está fazendo com que instalações e equipamentos deixem de ser utilizados. Leitos de UTI, já construídos, estão sem funcionar no hospital, à espera de médicos e enfermeiros.
Marcos Cavalcante
Do Jornal O POVO
Enquanto os pacientes aguardam nas filas para conseguir uma internação no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), no Papicu, pelo menos 20 leitos novos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não estão sendo utilizados por falta de profissionais. São médicos e enfermeiros especialistas em UTI que aguardam contratação. De acordo com o diretor médico do HGF, Paulo de Tarso, atualmente existem 12 leitos de UTI e outros 207 gerais, um total de 219 vagas. "O difícil é justamente conseguir entrar no sistema, uma vaga na internação. Depois disso, as pessoas não reclamam mais do atendimento", observa Tarso.
Sem uma equipe maior, quando as obras de ampliação do HGF estiverem concluídas, as salas de cirurgia podem ficar inoperantes. Hoje existem 11 salas. Com o projeto concluído serão 26. Atualmente, os procedimentos neurocirúrgicos somente podem ser realizados em três dias na semana, devido à falta de salas. "Temos seis pacientes na fila com tumor no cérebro para serem operados, mas é difícil neurocirurgião tanto aqui quanto no IJF (Instituto Doutor José Frota)".
A falta de profissionais contratados já prejudica outros setores em funcionamento. A área de radiologia, explica o diretor, é operada por profissionais terceirizados. Embora o diretor ressalte que eles realizam o trabalho muito bem, ele teme que a falta de um vínculo maior com o hospital acarrete algum problema no futuro. "Se eles quiserem faltar, há pouco o que fazer. Você fica sem o compromisso e eles são pagos por procedimento", lembra. O número insuficiente de profissionais nos hospitais também acaba subutilizando alguns equipamentos. "Temos um bom centro de imagem, com tomógrafo 24 horas, aparelho de ressonância, ultrasom que satisfazem nossa clientela. O problema é de pessoal", reforça.
A preocupação de Paulo de Tarso com a falta de vínculo dos profissionais pode acabar se complicando. O titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), João Ananias, disse que vai apresentar ao governador Cid Gomes uma análise do aumento das contas com a contratação de pessoal. "Temos um pessoal de um concurso realizado no ano passado. Mas até a conclusão total do processo deveremos ter uma equipe de profissionais terceirizados no setor", explica Ananias. O secretário também disse que, no decorrer desta semana, irá verificar a liberação dos recursos para a conclusão total da reforma do HGF que, por enquanto, não possui data prevista para ser reiniciada.

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