Em Assembléia Geral, realizada na noite de ontem (01), no auditório do Conselho Regional de Medicina, os médicos do município rejeitaram mais uma proposta de piso salarial apresentada pela prefeitura de Fortaleza e aprovaram uma greve de 48 horas, começando hoje, 02 de outubro.
Do SIMEC
A nova proposta, apresentada pelo secretário de Saúde, Odorico Monteiro, que esteve presente à assembléia, prever um salário base de R$ 1.700,00, mantém as gratificações, mas o valor de referência (VR) seria equivalente ao salário-base do último contra-cheque recebido pelo profissional, variando entre R$ 752,00 e R$ 1.034,00.
Durante três horas e meia de discursos e conversas, os médicos debateram novas propostas, escutaram o secretário de Saúde do Município e decidiram os rumos do movimento da categoria, que já marcou uma nova assembléia para o dia 8 deste mês.
Segundo o secretário, “a Prefeitura já gasta 26% do seu orçamento na Saúde, e nós temos restrições orçamentárias. Fortaleza é uma cidade pobre”, afirmou o secretário. “Estamos discutindo um Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), o que é mais complexo do que uma simples planilha de salários”, ressaltou Odorico Monteiro.
Apesar da tentativa do secretário, os médicos salientaram que a proposta apresentada traria perdas salariais para alguns profissionais, o que consideram um ato inadmissível. Em muitos momentos da assembléia de ontem, a classe médica comemorou a união e o empenho dos presentes neste momento de negociações.
No final, além de rejeitarem a proposta da prefeitura e aprovarem a greve, os médicos ratificaram a proposta inicial da categoria, de um VB (Valor Base) imediato de R$ 1.700,00, com progressão anual de 20%, até chegar aos R$ 3.400,00, mantendo todas as gratificações com seus percentuais incidindo sobre o valor base.

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