Sindicatos rejeitam congelamento de salários para compensar fim da CPMF

A possibilidade de o governo Lula congelar salários dos servidores após o veto do Senado à prorrogação da CPMF desagrada a sindicalistas das três esferas de poder. Cinco dirigentes -que representam cerca de 3,2 milhões de funcionários- afirmam que essa medida seria uma retaliação do governo.
 

A possibilidade de o governo Lula congelar salários dos servidores após o veto do Senado à prorrogação da CPMF desagrada a sindicalistas das três esferas de poder. Cinco dirigentes -que representam cerca de 3,2 milhões de funcionários- afirmam que essa medida seria uma retaliação do governo.
 
"Congelamento de salário é um absurdo. Parece que o governo tem a intenção de colocar a oposição numa situação constrangedora, já que estamos nos aproximando de um período eleitoral", diz o presidente da Associação dos Juízes Federais, Walter Nunes. "Não há de se imaginar que a CPMF seja fonte de custeio de remuneração dos servidores." O presidente do Sindilegis (Sindicato dos servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União), Magno Correia, diz que isso "não tem nenhum cabimento". "A CPMF é um tributo com destinação específica. Reduzir despesas que não eram contempladas com os recursos provenientes dessa contribuição significará um verdadeiro revide à decisão soberana dos senadores.”
 
Para o secretário-geral da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, Sebastião Gomes da Silva, "essa medida é um tiro no pé. Se isso se consolidar o governo estará indo na contramão do desenvolvimento. O servidor público é uma das classes que mais faz circular dinheiro no Brasil", opinou. "Não vamos pagar o pato por essa derrota. Eles que cortem recursos em outras áreas", diz o coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União, Roberto Policarpo. "Não acredito que ficaremos sem o reajuste anual. Isso seria inaceitável", diz Pedro Delarue, do sindicato dos auditores fiscais da Receita Lula defende contratações de servidores Petista rebate críticas a aumento do funcionalismo, diz que haverá mais concurso e sugere campanha com o tema "contrata mais".
 
*Com informações da FENASPS / Reportagem de Afonso Benites / Clippagem do Jornal Correio Brasiliense

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